quarta-feira, 17 de setembro de 2008

17/09



Itália...

Las bodas de Patrick y Gini


O amor existe.

Nos dias 11 e 12 de setembro, mais precisamente, compareceu ao Castelo do pequeno vilarejo de Titignano, Itália. Uma região campestre, montanhosa, tipicamente italiana, cercada de plantaçoes de uvas e olivas.



Se apresentou através de diversas línguas e nacionalidades na celebração de casamento de Patrick (belga) e Gineta ( italiana). Ele divorciado, ela casando-se pela primeira vez. Se conheciam há dezessete anos. Ela, segundo suas próprias palavras, sabia desde o princípio ter 'encontrado'. Ele casado, ela a esperar: a maturidade, o momento, a mútua liberdade.

Amigos e convidados vieram de várias partes: Itália, Suíca, Bélgica, França, Espanha, Cuba, Brasil (claro!) e certamente de vários outros lugares que me escapam. A cerimônia celebrada por um Chileno. Uma verdadeira torre de Babel, contudo cercada de muita harmonia.



Um casamento nada religioso, mas belo no sentido maior da palavra. Uma cerimônia alternativa, leve, com sentido. Uma cerimônia sobre amor, paciência e respeito.Foi celebrada em espanhol, língua do país onde vivem os noivos- a Espanha- e de Claudio Naranjo, um senhor chileno muito sereno, sábio e iluminado, que conduziu a cerimônia. Em espanhol, para minha grande alegria, que tive o prazer de entendê-la por inteiro, ao contrário de mais da metade dos convidados, parte italiana, parte francofônica. A cerimônia em si foi linda ( sem falar dos dois dias de festa, pré e pós cerimônia). Com gente de bem, que gosta da vida.


Duas coisas boas me ocorreram. A constataçao do valor do conhecimento, mas precisamente o de línguas. Mais do que seu sentido material, aplicado a viagem, trabalho etc, o domínio da linguagem nos permite presenciar e compreender momentos e palavras únicas. Senti pela primeira vez, de forma clara, o grande sentido da minha busca constante por esse tipo de conhecimento. Ampliar os senso de humanidade e das diferentes possibilidades "filosóficas", digamos, que carregam os homens com sua diversidade de pensamentos e crenças, com maior autenticidade em sua própria língua. Me senti feliz por entender momentos chaves desses dois dias.

A segunda coisa foi a constatação do valor puro e simples do amor. Nada que seja novidade, mas que é sempre bom ser relembrado em um mundo tão repleto de egoísmo. É bom acreditar que o amor ainda possa existir nas suas mais diversas formas, também de modo pleno e sincero na vida a dois. É importante não deixar de acreditar... Enfim, apenas algumas reflexões sobre esses últimos dias festivos. Com Gineta, Patrick e seus amigos alegres, prestativos, alternativos(!), zens...aprendi um pouco mais.


[Mais fotos em: http://picasaweb.google.com/daialops/ItLiaCasamentoTitignano# ]



Quem tem boca vai à...





Roma. Uma cidate grande, muito grande... mas simpática. Colorida, alegre. Italiana, enfim!Gostei, ponto. Tivemos uma passagem rápida pela cidade no domingo, já que nosso avião partia de lá. O dia foi super corrido, mas suficiente para dar uma idéia do quê é a famosa Roma. Uma cidade repleta de conteúdo, que nos faz lembrar de filmes, das aulas de história....e também das vovós religiosas...

Os sítios históricos, como o Coliseu e as ruínas da Roma antiga são locais super interessantes a serem vistos. O pensamento vai longe... Mas sem dúvida o grande atrativo da cidade é seu valor simbólico, sob o ponto de vista da religião católica. Igrejas, muitas igrejas. Opulentes, grandiosas, minuciosas nos detalhes. Quando entrei na primeira delas, uma pequena, senti algo muito estranho, no entanto. Não era a suposta paz dos lugares santos, mas desconforto, total desconforto. Sentimento de falta de sentido. Tanta grandeza, tanta beleza, reclusa, meramente simbólica, aprisionada.


A sensação tomou proporção maior ao chegar no Vaticano. Vendo-se de longe a Basília de São Pedro, as pessoas debaixo de suas portas não são nada. São pontinhos que se movem. Um ponto interessante se relacionarmos à grandeza da fé, do universo maior, do Deus em que quase todos crêem... diante da pequeneza humana. Uma relaçao que seria perfeita se fosse realmente 'Deus'o sentido maior da obra. Olha-se pra baixo, para cima, para os lado e tudo qu se vê é ouro. Não o ouro metal, mas o materialismo em si.

A preciosidade e a perfeição das pinturas, esculturas, do mármore nas paredes e no chão. É uma obra maravilhosa, de fato. Grandiosa, opulente. Assustadora. Juro que senti tristeza a ver tanta grandeza em nome de uma filosofia falha. A própria opulência, na verdade é o que mais torna para mim tal 'filosofia' questionável. Sua aplicação pelo menos, como resultado de sua total distorção.

Opção religiosa, dizem, não se discute. Mas a religião em si é algo a ser discutido. Dentro do maior símbolo católico do mundo, lembrei-me do Fernando, o criador da Chácara Menino de Quatro Pinheiros, sobre a qual eu e a Gabi fizemos nosso documentário de TCC. O Fernando queria ser padre e dedicou parte de sua vida com esse propósito. Paralelamente desenvolvia trabalhos com crianças de rua, tendo vivido muito tempo em favelas para poder ajudá-los de perto e com maior compreensão de campo. Quando chegou o momento de fazer seu voto, teve de escolher então entre a igreja e os meninos, pois não o permitiram que vivessem junto aos pobres. Felizmente, optou pelo segundo. Seu discurso sobre a igreja é bárbaro. Simples, consiso, sem ataques, sereno. Lembra os ensinamentos de Jesus - dos valores do amar, do servir, da vida simples, da humildade, doação, sua opção pelos pobres, doentes, necessitados. Pela partilha. Fernando defende esse Deus e essa religião. Sem a batina ou a 'benção da igreja, muitos quem o vêem, com sua simplicidade e amor que dedica aqueles tantos meninos, arriscam a dizer 'O Fernando é um santo'. Prefiro a fé do Fernando...


Sem mais me alongar nas divagações filosóficas, bem a Itália... Posso dizer que a Globo cumpriu bem seu papel nas novelas. Se não a Globo, pelo menos nossas várias famílias italianas espalhadas pelo Brasil. O estereótipo de italiano que tinha se confirma. São escandalosos, falam alto, dão sempre a impressão de estarem brigando, quando, de repente, se desmancham em sorrisos. Me senti em casa.

Os policias, ao contrário, são terríveis. São grandes e fazem muita pose de malvadões, adoram exibir suas armas, mesmo dentro de uma simples padaria. Uns malas. Achei uma exceção em Roma, esse simpático homem com um óculos verde-limão 'super fashion'... que bem, dispensa comentários.





Existem muitas ruas estreitas nas cidades italianas, mesmo em Roma. Talvez por isso existam tantos carros pequeninhos por lá. Me apaixonei pelo 'Mini', que acabo de perceber que não tirei nenhuma foto. Outro muito comum é esse vermelhinho aí embaixo.


Depois de uma longa caminhada em Roma, pegamos nosso avião de volta no domingo à noite. Estou novamente na Bélgica, onde faz mais frio que na Itália e vida retoma seu curso normal...


*Fico devendo as fotos de Roma. É óbvio que acabou a bateria da minha câmera, justamente na grandiooosa Basílica de São Pedro, no Vaticano. Por sorte estávamos com mais umas cinco por lá. Só preciso agora conseguir pegar as fotos.



Bacio!

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